Interações medicamentosas (2022)

Segundo os especialistas, o tema das interações medicamentosas é complexo e repleto de novidades. Seu estudo é de certa forma recente, considerando que o assunto vem sendo aprofundado nas últimas décadas. Apesar do termo, as interações não ocorrem apenas com medicamentos, mas também com alimentos e até com determinadas condições de saúde ou genética do indivíduo.

Tecnicamente, as interações medicamentosas foram definidas como “evento clínico em que os efeitos de um fármaco são alterados pela presença de outro fármaco, alimento, bebida ou algum agente químico-ambiental. Constitui causa comum de eventos adversos”, conforme a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

“Embora o termo seja medicamentoso, nem sempre as interações acontecem entre substâncias ativas clássicas. Elas podem ocorrer entre os fármacos, entre medicamentos e alimentos, suplementos vitamínicos, cigarro, álcool e condições médicas do paciente, como temos visto com a pandemia do novo coronavírus”, explica o farmacêutico e professor de pós-graduação em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêuticado ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Thiago de Melo.

Interações medicamentosas (1)

Segundo o professor, as interações podem ser mal interpretadas e vistas como novas doenças, podendo gerar diversos tipos de prescrições. “Interação medicamentosa não detectada gera mais intervenções terapêuticas, ora com medicamento ora com outras condutas não farmacológicas. Detectada no ponto certo, ela pode evitar cascatas de procedimentos médicos”.

Os possíveis efeitos dessas interações podem levar ao prejuízo da atividade das drogas ou a um aumento da sua ação ou ainda gerar efeitos colaterais importantes. A atuação de um fármaco pode se manifestar em diferentes tecidos, visto que esses ativos podem atingir diversos alvos moleculares. Por esse motivo, há reações secundárias ao efeito principal de interesse no tratamento com um princípio ativo.

Assim, as interações podem ocorrer na farmacocinética (absorção, distribuição, metabolização e excreção) e na farmacodinâmica (relacionado ao local de ação de um fármaco). As interações farmacocinéticas são as mais frequentes e influenciam de forma significativa a farmacoterapêutica.

Muitas interações podem ser conhecidas por ter reações previsíveis, comuns e relacionadas à ação farmacológica. “Há casos em que se aguarda a interação ocorrer para tomar alguma iniciativa. Alguns pacientes não respondem às interações da mesma magnitude. Por isso que alguns livros abordam as interações de forma estratificada: muito provável, provável, pouco provável ou muito importante, relevante, muito relevante, irrelevante”, salienta Melo.

(Video) Webpalestra - Interações medicamentosas

Já o farmacêutico e também professor da pós-graduação em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêuticano ICTQ, Rafael Poloni, destaca que muitas interações medicamentosas não são previstas, “porque todo dia surgem novos medicamentos e alimentos no mercado, e há pessoas com genética diferente que não foram abarcadas nos estudos dos medicamentos anteriores”.

Nem todas as interações estão documentadas e são conhecidas. Isso quer dizer que há a possibilidade de ocorrer uma interação e ela ser interpretada erroneamente como se fosse uma reação adversa dos fármacos envolvidos, e na realidade o que ocorreu foi uma manifestação da interação medicamentosa. Poloni completa afirmando que “à medida que forem surgindo novas interações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve ser notificada para que, se necessário, adotar a referida interação em bula”.

“O desafio da farmacologia é estar sempre na crista da informação. Jamais o profissional pode parar. É preciso estar sempre experimentando, testando”, frisa Melo, lembrando da definição de Goodman e Gilman (2006): “Assim como outras áreas biomédicas, a farmacologia é fundamentada mais em princípios de experimentação do que em dogmas, sendo, portanto, uma disciplina com fronteiras ilimitadas e inconstantes”.

Interações negativas

Boa parte das interações do tipo medicamento-medicamento envolve itens de prescrição obrigatória, mas algumas incluem medicamentos isentos de prescrição (MIPs), como o ácido acetilsalisílico, antiácidos e descongestionantes. Embora em alguns casos os efeitos de medicamentos combinados sejam benéficos, é comum que as interações medicamentosas tendam a ser prejudiciais.

Melo destaca, por exemplo, as interações que podem ocorrer com o ácido acetilsalisílico (AAS), popularmente conhecido como aspirina. Apesar de ser utilizada desde o século 19, por muito tempo não se sabia como a aspirina agia para diminuir a dor, tampouco o que poderia causar sua utilização associada a outro fármaco.

“Isso nos traz à reflexão de que algumas substâncias ativas estão no mercado há tanto tempo e ainda conhecemos pouco seus mecanismos de ação. Assim, a chance de identificarmos interações torna-se mais difícil. Quanto mais se conhece o fármaco, mais se fica seguro na tomada de decisão ou para interpretar uma possível interação”, diz o professor.

Aspirina já foi vendida para uma série de coisas – febre, dor de dente, reumatismo, dores nas costas, dor em geral. Teve até um xarope que combinou a substância com a heroína (um opioide). Porém, ao longo do tempo, foram sendo levantados alguns problemas com o uso do medicamento. No caso do AAS para crianças, o conhecido Melhoral infantil, descobriu-se que ele não é seguro para os pequenos. Ao mesmo tempo, conclui-se que ele pode ajudar na proteção cardiovascular de idosos.

(Video) Interações medicamentosas em 4 perguntas | Leandro Paez

Com a epidemia de dengue, os cientistas ficaram atentos ao mecanismo de ação da aspirina em relação à agregação plaquetária. O ácido acetilsalisílico age como um inibidor da enzima ciclooxigenase (COX-1), que atua na produção do tromboxano, produzido nas plaquetas e que tem a função de estimular a ativação de outras plaquetas, aumentando a agregação plaquetária. Ou seja, a aspirina pode prejudicar a agregação plaquetária, facilitando sangramentos.

“Na dengue, os níveis de plaquetas despencam. É natural que o paciente apresente plaquetopenia ou trombocitopenia. Então, se a doença já provoca queda de plaquetas não é conveniente sugerir que o paciente utilize um inibidor da produção de tromboxano, caso do AAS. Portanto, essa interação medicamento-doença não ocorre porque a plaqueta tem valor reduzido com a aspirina. Os níveis de plaqueta continuarão os mesmos (a dengue que os reduz), a aspirina apenas compromete a produção do fator que auxilia na agregação plaquetária”, esclarece Melo.

O professor salienta que não é apenas a aspirina que pode causar esse problema. “Qualquer inibidor de COX-1 pode fazer isso. Ibuprofeno, cetoprofeno, cetorolaco, diclofenaco também inibem o COX-1. Vale observar que os anti-inflamatórios não esteroidais inibem tanto a COX-1 quanto a COX-2. Assim, a excessiva inibição de COX prejudica a agregação de plaquetas”. Nesse caso, a alternativa para quem precisa de anti-inflamatório ou analgésico é substituir esses medicamentos por fármacos mais seletivos, que inibam apenas a COX-2, como a nimesulida.

Os problemas de associação da aspirina não se restringem a medicamentos alopáticos, também os fitoterápicos podem gerar interações importantes. O uso da aspirina com o Ginko biloba, por exemplo, é um potencial indutor de hemorragia.

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Os MIPs também são vulneráveis a interações medicamentosas. Melo cita o caso do Engov, que é amplamente divulgado em campanhas publicitárias como um ‘antirressaca’. Contudo, na própria bula do medicamento diz que ele “não é indicado para pacientes com histórico de alcoolismo crônico”. Também diz lá que seu uso é contraindicado com outras substâncias que deprimem o SNC e com bebidas alcoólicas.

“Ou seja, a propaganda do medicamento vai contra a própria bula”, exclama Melo, lembrando que Engov possui AAS, portanto, inibe a produção de prostaglandinas. “Com isso, a produção de muco (gel que reveste a mucosa do estômago e mantém o pH dessa região em torno de 7) diminui. Quanto mais prostaglandina mais muco, que é o freio na produção de ácido. A aspirina aumenta a secreção ácida. Na presença do álcool, que também remove muco e agride a mucosa, há um efeito de sinergismo entre a aspirina e o álcool, aumentando a chance de sangramento digestivo”.

Sabe-se há muito tempo que o uso de aspirina e álcool causam hemorragia gastrointestinal. Um estudo de 1971, publicado na revista Gut, já apontava isso. “O álcool ajuda na remoção do muco, tem ação gastroirritante, aumenta a formação de radicais livres no estômago, enquanto a aspirina inibe a produção de prostaglandinas, aumentando a produção de ácidos. Então, os dois juntos formam um casamento perfeito para agressão gástrica. A chance de sangramento aumenta, quem tem gastrite agrava o quadro”, diz Melo.

(Video) Interações medicamentosas | Coluna #85

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Na bula do medicamento está indicado que seu uso é “para alívio dos sintomas de dores de cabeça e alergias”. Além de AAS, ele tem em sua formulação hidróxido de alumínio, que aumenta o pH do estômago, mas gera rebote ácido; cafeína, que também estimula a produção ácida; e mepiramina, para diminuir enjoos.

“É um absurdo ter no mercado uma substância que é pró-álcool. ‘Beba que depois você estará protegido’. Não, não estará. É um tipo de interação que se tolerou ao longo do tempo por desconhecimento” ressalta Melo.

O professor cita um caso real de uma senhora que, após sofrer uma queda e ter machucado o cotovelo, usou uma combinação de ibuprofeno, diclofenaco e cetorolaco, misturando automedicação com indicação médica. “É uma típica interação que poderia ser evitada, porque não se associa com segurança diclofenaco, cetorlaco e ibuprofeno. Os três viabilizam a mesma inibição de COX-1, prejudicando de forma muito intensa a produção de tromboxano, culminando em hemorragia. O sangramento não ocorre apenas com a aspirina, mas com a exposição excessiva a inibidores de COX-1”, explica Melo.

“As interações medicamentosas são frequentes na automedicação, haja vista que o paciente não costuma fazer uma avaliação completa no que tange sinais e sintomas. Medicamentos utilizados paralelamente, alergias, alimentos utilizados etc. Essas interações podem ser potencialmente perigosas, podendo levar até à morte, no caso de altas doses de paracetamol, por exemplo, que é um medicamento isento de prescrição médica, mas que possui efeitos adversos perigosos”, acentua Poloni.

Outra interação perigosa é entre anticoagulante (varfarina) e analgésico ou anti-inflamatório. “Para quem faz uso de anticoagulantes, a melhor indicação de analgésico seria o paracetamol ou dipirona (inibidores da COX-3), uma vez que esses dois analgésicos não inibem a COX-1. Ou seja, a chance de inibição de agregação plaquetária é muito inferior comparada ao ibuprofeno e AAS”, pontua Melo.

Medicina de alto risco

Estudo da Unesp da década de 2000 apresentou uma radiografia preocupante da atuação dos médicos brasileiros. A pesquisa mostra que eles frequentemente receitam medicamentos sem muita segurança. Dos médicos pesquisados:

(Video) Aula de Farmacologia | Tipos de interações medicamentosas | Farmacologia Fácil | Prof. José

Interações medicamentosas (2)

E os farmacêuticos? Podemos falar em farmácia de alto risco? “Nós, profissionais de Farmácia, estamos informados adequadamente sobre os compostos dos medicamentos?”, questiona Melo. “Para entender as interações medicamentosas é fundamental conhecer a composição das substâncias existentes no mercado”, conclui o professor.

Como as interações entre medicamentos podem ser de caráter físico, químico, farmacocinético ou farmacológico, cabe ao farmacêutico conhecer as possíveis causas de interação e intervir quando necessário: no local de absorção (alterações na microbiota e motilidade intestinal e interação química direta), fora do organismo (mistura de medicamentos), durante a distribuição (ligação às proteínas plasmáticas e ligação a tecidos – o adiposo principalmente), nos receptores (ação nos receptores e em órgãos e sistemas), durante o metabolismo (indução enzimática e inibição enzimática), na excreção (difusão passiva – reabsorção e transporte ativo).

Além de conhecer, o profissional precisa passar adiante o conhecimento adquirido. “O farmacêutico deve sempre orientar o paciente acerca do uso correto do medicamento, de interações medicamentosas mais frequentes, efeitos adversos, como evitá-los ou então reduzi-los, bem como atentar para sinais e sintomas estranhos à terapia medicamentosa, que devem ser relatados ao médico prescritor e ao farmacêutico”, observa Poloni, assinalando outro ponto importante. “É dever de qualquer profissional de saúde relatar quaisquer novas interações medicamentosas não relatadas em bula às autoridades sanitárias competentes”.

Saiba mais sobre interações medicamentosas

Por meio da pós-graduação de Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica, o ICTQ oferece uma aula que fala exclusivamente sobre interações medicamentosas, ministrada pelo farmacêutico e professor da Instituição, Thiago de Melo. Assista a um trecho da videoaula:

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(Video) Interações Medicamentosas - Tipos e Mecanismos

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FAQs

Quais são as interações medicamentosas? ›

o que são interações medicamentosas? Interações medicamentosas é evento clínico em que os efeitos de um fármaco são alterados pela presença de outro fármaco, alimento, bebida ou algum agente químico ambiental. Constitui causa comum de efeitos adversos.

O que é interações de medicamentos? ›

2.1 Interação Farmacêutica (ou Incompatibilidade)

São interações do tipo físico-químicas que ocorrem quando dois ou mais medicamentos são administrados na mesma solução ou misturados no mesmo recipiente e o produto obtido é capaz de inviabilizar a terapêutica clínica.

Quais medicamentos não podem ser misturados? ›

Combinações Perigosas: veja os remédios que não devem ser misturados
  1. 1 – Anti-inflamatórios e Aspirina (Ácido Acetilsalicílico) ...
  2. 2 – Anti-inflamatórios e Paracetamol. ...
  3. 3 – Anti-inflamatórios e Corticoides. ...
  4. 4 – Paracetamol e Álcool. ...
  5. 5 – Metronidazol e Álcool. ...
  6. 6 – Anticoncepcional e Cigarro. ...
  7. 7 – Anticoncepcional e Antibióticos.
17 Mar 2017

Quais as interações medicamentosas mais frequentes? ›

As interações farmacocinéticas são as mais frequentes e influenciam de forma significativa a terapêutica medicamentosa”, explica ele.

Quais são as 5 vias medicamentosas? ›

  • Vias sublingual e bucal. ...
  • Via retal. ...
  • Via vaginal. ...
  • Via otológica. ...
  • Via nasal. ...
  • Via cutânea. ...
  • Via transdérmica.

O que é interação medicamentosa e quais os tipos? ›

É um evento clínico que pode ocorrer entre medicamento-medicamento, medicamento-alimento ou medicamento-drogas (álcool, cigarro e drogas ilícitas). Caracteriza-se pela interferência de um medicamento, alimento, ou droga na absorção, ação ou eliminação de outro medicamento.

Quais são os riscos das interações medicamentosas? ›

Embora nem toda interação medicamentosa seja ruim, é preciso estar atento aos riscos de reunir, sem intenção prévia, dois ou mais efeitos terapêuticos. As consequências variam de dores pelo corpo, sangramentos e até problemas cardíacos, podendo, no extremo, ser fatal.

O que acontece se tomar vários remédios ao mesmo tempo? ›

Em casos leves, pode haver vômito, náusea, cefaleia, irritabilidade, aumento da pressão arterial e sudorese. Já os casos graves mostram sintomas como dilatação das pupilas, sonolência, hipotermia e até coma.

Qual o medicamento que causa infarto? ›

É importante ter em mente que o efeito sob o coração acontece apenas quando o medicamento é usado por um longo tempo e sem a devida orientação e acompanhamento do médico.
...
6 remédios que afetam o coração
  1. Antidepressivos tricíclicos. ...
  2. Anti-inflamatórios. ...
  3. Anticoncepcionais. ...
  4. Antipsicóticos. ...
  5. Antineoplásicos. ...
  6. Levodopa.

O que não pode misturar com antidepressivo? ›

Antidepressivos + antigripal (anfetamina)

Essa combinação pode gerar grande aumento da pressão, levando até a delírios.

Pode misturar 2 Antiinflamatorios? ›

Intercalar diferentes tipos de analgésicos para reduzir os efeitos colaterais também não é indicado, explica o médico.

Qual o grupo de maior risco das interações medicamentosas? ›

De acordo com a pesquisa, as mulheres têm 60% mais riscos que os homens de sofrer uma reação adversa fruto dessa interação medicamentosa.

Pode tomar dois remédios ao mesmo tempo? ›

Misturar medicamentos pode gerar um problema que recebe o nome de interação medicamentosa, ou seja, ocorre a competição entre os medicamentos de forma a um impedir a ação do outro. Isso pode causar o atraso na melhora ou piora do quadro clínico.

Quais as gravidades da interação medicamentosa? ›

Alta Gravidade: A interação pode oferecer ameaça à vida, sendo necessário o tratamento ou intervenção médica, para minimizar ou prevenir os efeitos adversos graves. II. Moderada Gravidade: A interação pode piorar o quadro clínico do paciente, sendo necessária a alteração da terapia.

Qual a via mais rápida de absorção de medicamentos? ›

Intramuscular (IM)

A absorção é mais rápida por ser muito vascularizado, sendo menos dolorosa devido os músculos possuírem poucos nervos sensoriais.

Quantos ml pode ser administrado em cada via? ›

Não se tem uma definição precisa do volume máximo que pode ser administrado com segurança por essa via parenteral. Para adultos, a única recomendação mais consistente encontrada na literatura limita a no máximo 5 mililitros (ml) o volume a ser aplicado.

Qual a via mais lenta de absorção de medicamentos? ›

2.3.

Na via subcutânea, os medicamentos são administrados debaixo da pele, no tecido subcutâneo. Nessa via, a absorção é lenta.

Onde fica a via parenteral? ›

A via parenteral consiste na administração de medicamentos através das seguintes vias: Intradérmica – I.D.: São aplicadas rente à pele, entre a derme e a epiderme, a agulha não chega a camadas profundas. Geralmente é aplicada no músculo deltóide do braço.

O que quer dizer a palavra parenteral? ›

Significado de Parenteral

adjetivo Que se ingere no corpo, mas não pela via digestiva; parentérico. expressão Nutrição Parenteral. Ingestão de nutrientes por administração endovenosa (dentro da veia), através da via periférica ou central.

Qual é a via parenteral? ›

Via parenteral é a via de administração de medicamentos através de injeção. Esse é um dos principais formatos para medicar pacientes, oposto à via enteral. Estudando cada nomenclatura, fica fácil compreender seu funcionamento, porque ambos os nomes vêm da palavra grega enteron, que se refere ao intestino.

O que significa a sigla RAM na enfermagem? ›

O que é Reação Adversa à Medicamento ¿ RAM? RAM é qualquer resposta prejudicial ou indesejável, não intencional, a um medicamento, que ocorre nas doses usualmente empregadas no homem para profilaxia, diagnóstico, terapia da doença ou para a modificação de funções fisiológicas (ANVISA, 2011).

Como são classificadas as interações? ›

Interação moderada: quando a resposta resulta em exacerbação do quadro clínico do paciente, que pode requerer alteração na farmacoterapia; Interação mínima ou menor: quando ocorrem efeitos clínicos restritos, que em geral não requer uma mudança na terapia medicamentosa.

Quais riscos os pacientes sujeitos a interações medicamentosa estão correndo? ›

Alto risco associado com o potencial de interações medicamentosas de terapia relacionada: doenças autoimunes, doenças cardiovasculares, doenças gastrointestinais, infecções, desordens psiquiátricas, doenças respiratórias e convulsões.

Como são classificadas as interações medicamentosas de acordo com sua origem? ›

As IM podem ser classificadas de acordo com a origem (far macocinética e farmacodinâmica) e gravidade (menor, mode rada e grave). As IM farmacocinéticas ocorrem quando um fármaco interfere na absorção, metabolismo, distribuição e/ou excreção de outro fármaco.

Qual a diferença entre reação adversa e interação medicamentosa? ›

A principal diferença entre o efeito colateral e o efeito adverso(também conhecido por RAM – Reação Adversa ao Medicamento) é que neste último caso, as consequências são consideradas sempre prejudiciais, enquanto que um efeito colateral, dependendo da situação, pode ser benéfico.

O que é intoxicação por medicamentos? ›

Intoxicação medicamentosa consiste em uma série de sinais e sintomas produzidos, quando um medicamento é ingerido, inalado, injetado ou entra em contato com a pele, olhos ou membranas mucosas em dose(s) acimada(s) terapêutica(s).

Qual a interação medicamentosa do omeprazol? ›

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:

Omeprazol diminui a excreção de anticoagulantes (Varfarina), diazepam e fenitoína, aumentando suas concentrações séricas por inibição enzimática, redução da dose desses medicamentos pode sernecessária. Foram observadas interações clínicas com a ciclosporina e o dissulfiram.

O que acontece se tomar 7 remédios diferentes? ›

As chamadas interações medicamentosas podem modificar e até anular o efeito dos remédios. Além disso, alguns alimentos também podem ser prejudiciais.

O que acontece se tomar 4 remédios de uma vez? ›

Contudo, tomar muito remédio faz mal. Logo, o que inicialmente parece ser uma solução pode gerar mais transtornos e complicar a sua situação. O uso constante de medicamentos para dor de cabeça pode criar o efeito rebote, que é quando o seu organismo se acostuma com as substâncias.

O que acontece se tomar 4 remédios? ›

O uso de mais de 3 gramas por dia para adultos saudáveis aumenta o risco de danos graves ao fígado. Como a substância está presente em vários medicamentos, uma overdose involuntária pode ocorrer.

Qual a interação medicamentosa da dipirona? ›

Interações medicamentosas:

Acelera a biotransformação hepática dos anticoagulantes cumarínicos e assim, diminui o tempo de ação destes. Diminui o nível sangüíneo da ciclosporina. O uso concomitante de clorpromazina e dipirona pode produzir hipotermia grave.

Quais são as interações medicamentosas do ibuprofeno? ›

Interações medicamentosas

O Ibuprofeno pode aumentar o efeito dos anticoagulantes orais (heparina), a concentração sanguínea de lítio e a atividade antiagregante plaquetária, desaconselhando-se, portanto, a administração simultânea de Ibuprofeno e tais substâncias.

O que acontece se tomar dipirona e ibuprofeno juntos? ›

Não temos relatos de interação medicamentosa entre a dipirona e o ibuprofeno. Mas é importante que um médico avalie cada situação, já que ambas as medicações têm contraindicações formais.

Qual é o princípio ativo da nimesulida? ›

Nimesulida / ácido acetilsalicílico / outros anti-inflamatórios nãoesteroides (AINEs)

Videos

1. [INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS 01]
(Farmacosophia)
2. Aula - Interações medicamentosas na prática clínica
(ICTQ - Pós-Graduação Farmacêutica)
3. Interações Medicamentosas - Farmacologia
(Prof. Flávio Maximino )
4. WebPalestra: Interações Medicamentosas
(Telessaúde ES)
5. Videoaula | Interações Medicamentosas
(PortalEducacao)
6. Interações Medicamentosas - CLASSIFICAÇÃO
(Carine Viana)

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Author: Ouida Strosin DO

Last Updated: 11/25/2022

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